Brazilian Team: Episode IV - A New Hope

10/08/2010 23:45

O nemli.com.br orgulhosamente apresenta o seu primeiro artigo esportivo. Os mais variados tipos de competições serão comentados, incluindo a justíssima fórmula 1, o emocionante golfe, o vibrante curling e o viril nado sincronizado. Mas a estréia (word, eu quero escrever com acento, não enche) não podia tratar de outro assunto que não o odiado por 2, nemlido por 6 e amado por 2 em cada 10 achans: futebol.
O assunto é a Seleção Brasileira, que estréia juntamente com a coluna uma nova caminhada rumo ao hexacampeonato. Luis Antônio Wenker de Menezes, o popular Mano, comanda uma Seleção renovada em relação àquela que ficou olhando a Holanda jogar no segundo tempo e foi sumariamente eliminada nas quartas de final na Copa, para desespero dos achans que perderam um feriado.

 

É OUTRO MANO

 

Embora seja apenas o primeiro jogo dessa nova Seleção que o site espera poder acompanhar até 2014 (assumindo que tanto o site quanto Mano durem até lá), já dá para destacar algumas curiosidades. A primeira é o grande número de aves – só no timo titular há um Pato e um Ganso. Resta torcer para que nem o Frango nem o Peru apareçam sem ser convocados. Outro destaque é a participação de artistas de outros meios. Anderson Varejão, jogador de basquete da NBA, joga na zaga e atende por David Luiz, enquanto Justin Bieber foi convocado para defender o gol, mas nesse primeiro jogo está no banco. Talvez o técnico tenha considerado o goleiro um pouco imaturo, afinal é duro ser titular da seleção aos quinze anos.

 

Baby, baby, baby... Ohm

 

Como o jogo não está sendo transmitido pela Globo esta coluna não terá a seção “Pérolas do Galvão” que certamente abundarão (!) caso a cobertura se estenda até 2014. Em lugar disso, temos as pérolas de Luiz Carlos Jr., que nem a mãe dele deve saber porque é o narrador principal da SporTV já que o Milton "que beleza" Leite é duzentas vezes melhor. No jogo de hoje, ele já relatou duas vezes que a torcida do Brasil está gritando “Brasil! Brasil!” e que a torcida dos Estados Unidos está cantando “USA! USA!”. Querido Luiz Carlos, digno de nota seria se a torcida brasileira estivesse gritando “Trinidad e Tobago! Trinidad e Tobago!” e a dos EUA estivesse cantando “Criciúma! Criciúma!”.

 

Aposto que o PT leu Cricíuma e pensou: o estádio do Criciúma é o Heriberto Hulse

 

Falando no nosso adversário, a seleção americana é um prato cheio para trocadilhos (o que justifica a postagem do texto nesta coluna). Começa com o Altidori, que lendo assim não tem muita graça, mas os narradores insistem em lê-lo como “outdoor”. E aí, chamou a sua atenção? Também tem o Feilharber que toda vez que é citado eu tenho #segundaguerrafeelings. E fico esperando o narrador dizer que o jogador vai destruir a defesa ou que tem um futebol bombástico. Certeza que se fosse o Milton Leite narrando, ele já tinha dito algo do estilo. Ele seria um bom colunista eventual em “Príncipe dos Trocadilhos”.
Façamos uma pausa para admirar a absurda inutilidade desde amistoso. É claro que sabemos que ele tem uma utilidade – dinheiro – e se alguma parte desse dinheiro viesse para os nossos necessitados bolsos não estaríamos aqui questionando a natureza da partida. Mas tirando isso, o que temos? De um lado uma seleção cujo país literalmente NEM LÊ o futebol. A seleção americana pra eles é para nós o equivalente à seleção de ginástica rítmica, por exemplo. Eles lembram que existe em época de Copa (ou, no caso da GRD, Olimpíada) e olhe lá. Nem a ida do Beckham para o Los Angeles Galaxy resolveu muito isso, até porque jogar mesmo ele pouco jogou. Também, sendo bonito daquele jeito, quem precisa jogar bola?

 

O que, vocês queriam que uma menina escrevesse

sobre futebol sem colocar um cara sem camisa?

 

De outro lado uma seleção que acabou de ser formada, treinou junta cinco minutos, não tem sequer que disputar as Eliminatórias, e só foi ali pra fazer compra no free shop . Aliás, deve ser isso. Neymar e Ganso, excluídos pelo Dunga da Copa da África, aproveitaram o recém adquirido status de namoradinhos do Brasil e pediram pro Ricardo Teixeira descolar uma viagem pra eles refazerem o estoque de Kit Kat. E ainda ligaram pro Kaká pra zoar que o free shop do aeroporto de NY é bem melhor do que o de Johannesburgo.
Juro que a idéia original da coluna era de comentar futebol MESMO, onde se destacaria o cruzamento absurdamente perfeito do André Santos no 1º gol, o atropelamento do Pato no goleiro Howard que resultou na anulação do que seria o 2º gol, mas o texto já está ficando longo demais, perigosamente próximo de honrar o nome do site. Então o futebol per se vai ficar para a próxima coluna, que poderá abordar o 29473256435º título consecutivo do Bernardinho e/ou do Nadal, a 42ª derrota consecutiva do Atlético Mineiro ou sobre a (enfim!) realização do Campeonato Mundial de PES 2010 entre os achans.
 

Também comentaremos sobre bocha

 

Quanto à seleção brasileira, para um primeiro jogo, a situação realmente é promissora. Torcemos por Mano, metade do time do Santos e quem mais vier, até porque queremos voltar a torcer de verdade pela Seleção Brasileira, seja de 4 em 4 anos ou da forma alucinada como torcemos para os nossos próprios times 24 horas por dia, comprar paradinhas verdes e amarelas não só pela farofa mas pelo orgulho de torcer, e efetivamente acreditar e confiar na conquista do título em casa. Até lá muita água vai rolar, muitas aves vão voar e muitos textos não serão lidos. Até o próximo!

 

By Julie, que após ver o Pato, o Ganso e o resto da granja

convocada, crê que a coisa finalmente vai.

 

 

Tópico: Brazilian Team: Episode IV - A New Hope

Nem li

Lili | 11/08/2010

Mas agradeço imensamente a foto do Beckhan.

Re:Nem li

Pati | 11/08/2010

Eu li mas não entendi muita coisa. Só consegui olhar pro Beckham mesmo.

Elogios

Pio | 11/08/2010

Brilhante crônica esportiva, Juliet, continue com o bom trabalho. ^o^
Uma única crítica: Seu Beckham só não ficou mais 0800 que minha Halle Barry. ^u^' Curti mais o Vavá jogando bocha.

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