Top Five - Jogos que Marcaram a Infância

03/08/2010 08:31

Diga a verdade: por mais descolado e xununu que você possa ser agora, sempre se lembrará com carinho das experiências que teve durante a sua infância. Cada um guarda as lembranças que lhes são mais caras: uma partida de futebol com garrafas pithula, um piquenique no parque com salgadinhos Micão, uma prima atrás da cortina, ect, ect... Para crianças em geral (e protótipos de nerd no futuro), uma parte muito bacana da juventude foi a que passávamos com jogos eletrônicos, tanto em grupo como (o que era mais provável) sozinhos.

Mas como mesurar a qualidade dos jogos quando você é apenas uma criança de 5 anos (ou tem a idade mental de uma)? Será especial o jogo mais longo? O com mais sangue? O que mais te desafia? O que mostra peitholas? Essa pergunta jamais será respondida, sendo que minha lista de jogos especial será tão subjetiva e única quanto a sua. Mas mesmo não sendo seus jogos preferidos, vamos dar uma olhada em cinco jogos que mereceram destaque na sua época (e na infância do pequeno Pio):

 

Castle of Illusion (Master System e Mega Drive)

Castelo da Ilusão, como era chamado por um amigo que sacava tudo de inglês (é, critérios de crianças de 5 anos são muito baixos), foi lançado simultaneamente para o Mega Drive e o Master System em 1990 pela Sega do Japão. Em ambas as versões você controlava Mickey Mouse em sua invasão ao Castelo da xexelenta Mizrabel, bruxa que raptou a namorada do camundongo por motivos randômicos.

Atacando com arremessos e bundadas, Mickey precisava passar pelos seis diferentes mundos dentro do castelo da bruxa, reaver uma gema mágica em cada um deles e usar seus poderes para criar uma ponte de arco-íris até a torre, para enfim libertar sua namorada. Gay, eu sei, mas crianças não ligam pra isso.

O grande atrativo do jogo era a variedade de fases e seus temas, que parecem ter saido da cabeça de um achan. Mundos de Doces Gigantes, Brinquedolandias, ataques de Cadernos Escolares, Gotas de Chocolate suspeitas e um mergulho dentro de uma xícara de café atacado por açucares mutantes: é o jogo era malucão mesmo.

Palmas especiais para a irmã do Gus, que cedeu o controle para a pequenina em pleno ultimo chefão achando que estava pregando uma grande peça e viu a garota vencendo o monstro com duas vidas...

 

Super Mario Bros III (NES e Super NES)

A perfeição em forma de jogo de plataforma. Super Mario Bros III pega o que o jogo original tinha (e descarta o segundo, que não tinha nada a ver com nada), e eleva a décima potência nerd. Fases longas e desafiadoras, inúmeras opções e uma jogabilidade impecável fazem desse jogo o supremo Mario Bros.

A premissa ainda é a mesma: você é um encanador bigodudo italiano e tem que atravessar colinas repletas de tartarugas atrás de uma princesa, sequestrada por um calango super-desenvolvido. Mas o segredo do jogo estava nas inovações: enquanto o Mario Bros original tinha um unico Power-Up (Flor de Fogo, que permite você lançar.... bolas de fogo), Mario III esbanja Roupas de Esquilo (permite você voar), de Sapo (faz nadar com maior rapidez), de Guaxinim (transforma-o em estatua de pedra), de Irmão Tartaruga (arremessa martelos) entre outras.

Os mundos no jogo são tematizados, cada um com seus mapas, castelos e desafios: você começa na colina, passando pelo deserto, mar, mundo dos gigantes (meu favorito ^o^), céu, encanamento e inferno. Cada mundo possui um rei, transformado em um animal diferente pela magia de um dos filhos de Bowser, o calango chefe. É necessário passar pelos sete para finalmente salvar a princesa e ganhar como agradecimento... uma fatia de bolo. Eu sei, foda.

 

Quackshot (Mega Drive)

O Indiana Jones do mundo da Disney, Quackshot foi um dos grandes sucessos da sala de estar da casa do meu primo e também de muitas outras salas (exceto da minha, que não tinha um Mega Drive...) Aqui você está na pele do Pato Donald, que, munido de um mapa do tesouro e um lança-desentupidores, precisa correr contra o tempo e contra personagens secundários para encontrar a relíquia suprema do Rei dos Patos.

Lembrando muito Ducktales, Quackshot tinha como diferencial suas fases interligadas. Com o avião de seus três sobrinhos, Donald podia estar em qualquer lugar do mundo no apertar de um botão - o que não significava uma vida mais fácil, já que você precisava ir e voltar inúmeras vezes nas fases para conseguir avançar no jogo. Para ter uma idéia: Você avança pelas ruas de Patópolis e recebe uma dica sobre o tesouro estar em um castelo na Transilvânia. Parte então para as florestas da Transilvânia apenas para chegar no castelo e ver que somente fantasmas conseguem atravessar suas paredes. Você vai então para o México procurar o Pateta, que está fazendo turismo uma pirâmide asteca. Pede a ele um desentupidor de pia que gruda na parede e com ele volta para Patópolis para escalar os prédios da cidade. No topo do ultimo prédio você encontra o Professor Pardal, que te constrói uma arma de bolhas fantasmas que destrói as paredes do castelo da Transilvania e permite você avançar no jogo.

Tudo isso nos primeiros dez minutos de jogo. Tenso.

 

Megaman X4 (Saturno e Playstation)

Para os fãs do reploid azul, não houve jogo que brilhou mais. Pela primeira vez em 32 bits, Megaman teve sua maior aventura do Playstation e Sega Saturno - trabalhando como caçadores de reploids renegados, Megaman e Zero vêem o maior grupo militar do mundo, a Reploid Force, tornasse suspeita de ter se unido aos terroristas. Seguindo caminhos separados, os dois partem em oito missões diferentes em busca da verdade.

Afora o pretexto chulo pra explodir coisas, a apresentação do jogo era fenomenal: pela primeira vez a série tinha verdadeiros desenhos animados para ajudar a contar a estória. As lutas eram personalizadas, os personagens discutiam antes do quebra-pau, e a estratégia contra cada oponente ia além de escolher a arma certa e ficar atirando a esmo.

Mas o mais bacana do jogo era o segundo personagem, Zero. ^o^ Pela primeira vez jogável em toda a campanha, o reploid vermelho tinha como arma principal o sabre de luz (diferente dos outros jogos da série, onde você sempre ficava preso com um canhão de plasma no braço). Zero executava seus golpes com comandos de jogos de luta, o que tornava o jogo muito mais divertido para quem prezava estratégia e desafio.

 

Sonic 3 and Knuckles (Mega Drive)

Meu favorito da lista, e um dos maiores de todos os tempos. Sonic 3 & Knuckles se tornou padrão de qualidade (tal qual Mario Bros III, só que de um modo mais bacana), e merece estar no Top 5 de qualquer um (mesmo se ele não gostar de Brumas de Avalon)

Com 14 zonas diferentes, cada uma com 2 atos, cada ato com 1 chefe, Sonic 3&K seguiu o caminho de Mario III, pegando o que havia de melhor em seus jogos anteriores e polindo com novos mecanismos de plataforma. Você corria por ilhas tropicais, cidades subaquáticas, parques de diversão, estações de esqui, desertos, vulcões e santuários, por todas elas enquanto tentava impedir o vilaniaco Dr. Robotnik de juntar as 7 Esmeraldas do Caos para alimentar sua nova estação espacial.

O jogo contava com três personagens jogáveis, escudos elementais de proteção e ataque, cutscenes entre cada zona e o mais massa: um ultimo chefe secreto, no espaço, caso você prove ser bom de verdade. Quer mais ou tá difícil? ^o^

 

By Pio da Emoção e da Nostaugia, tirando o Master

do armário pra dar uma surra na Mirzabel de novo.

 

 


Tópico: Top Five - Jogos que Marcaram a Infância

Cumé?

Lili | 04/08/2010

Nem li, maroto!

Re:Cumé?

Pio | 04/08/2010

Suspeitei desde o principio. Mas tem gente que não teve infância saudavel mesmo, já superei o fato...

We Are the Champions

Jules | 03/08/2010

Eu ganho um freaking CAMPEONATO DE CASTLE OF ILLUSION e não sou sequer mencionada no post a respeito. Vou xingar muito no twitter. Sério.

Re:We Are the Champions

Pio | 04/08/2010

Não se afoba, eu coloco na sua descrição mais tarde. Menções não faltarão, ok? ^u^

lista mal-informada

Ken | 03/08/2010

Como assim não tem mortal kombat nessa lista?

Re:lista mal-informada

Pio | 04/08/2010

...Você não devia estar soltando hadouken por ai?

acho palha

pac-man | 03/08/2010

fico sentido por não ter sido lembrado...

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